terça-feira, 17 de março de 2015

As melhores franquias do cinema


Lembro-me da primeira vez que havia visto O Império Contra-Ataca. Olhava com os meus miúdos olhos de criança, com toda sua inocência e pensei: "Vou fazer um filme". Meus colegas de aula riam de mim, no entanto sabia que eu era o melhor e que conseguiria conquistar este sonho. 

Apesar de amar música, sempre me considerei muito mais cinéfilo do que "musiquéfilo". Por isso, por sugestão de meu amigo, resolvi escolher o que considero as melhores franquias já feitas da história do cinema. Sigam-me os bons!

10 - 007: James Bond

Filmes: Dr. No (1962); From Russia With Love (1963); Goldfinger (1964); Thunderball (1965); You Only Live Twice (1967); On Her Majesty's Secret Service (1969); Diamonds Are Forever (1971); Live And Let Die (1973); The Man With The Golden Gun (1974); The Spy Who Loved Me (1977); Moonraker (1979); For Your Eyes Only (1981); Octopussy (1983); A View To A Kill (1985); The Living Daylights (1987); Licence To Kill (1989); GoldenEye (1995); Tomorrow Never Dies (1997); The World Is Not Enough (1999); Die Another Day (2002); Cassino Royale (2006); Quantum of Solace (2008); Skyfall (2012); ufaa! Spectre (2015).

"Mexido, mas não batido". "Bond. James Bond". Épica franquia com 24 filmes (!!!). Paciência para assistir tudo. Não tenho muito que falar sobre Bond, afinal é um personagem muito presente na nossa cultura pop que é quase impossível não conhecer. Se não viste os filmes ainda, assista. Um dos melhores filmes de ação já feitos.
9 - Jurassic Park

Filmes: Jurassic Park (1993); Jurassic Park: The Lost World (1997); Jurassic Park III (2001); Jurassic World (2015).
Livros: Jurassic Park (1990); The Lost World (1995).

O que dizer sobre Jurassic Park? É simplesmente um filme incrível. Um dos primeiros filmes a usar de forma prominente o CGI, o truque usado incansalvemente por Hollywood. 

É bem interessante: conta sobre um parque de dinossauros que foram concebidos artificialmente a partir de um fóssil de âmbar de um mosquito. É óbvio que entrar nessa ilha, aparentemente protegida, cercada de dinossauros, vai dar bem certinho, né? Parece que não...

8 - Die Hard

Filmes: Die Hard (1988); Die Hard 2 (1990); Die Hard with a Vengeance (1995); Die Hard 4.0 (2007); A Good Day to Die Hard (2013).

O primeiro filme foi baseado em um livro, Nothing Lasts Forever. Mas inesperadamente o filme fez um enorme sucesso de bilheteria. Tão grande que sequências foram necessárias. Talvez com exceção dos dois últimos filmes, Die Hard é simplesmente o melhor filme de ação já feito. Consegue ser um filme ótimo, sem apelar pros "genéricos". A trama do filme é incrível, com cada filme o policial, interpretado por Bruce Willis, John McClane se envolvendo em situações cada vez mais improváveis.

7 - Monty Python

Filmes: And Now For Something Completely Different (1971); Monty Python and the Holy Grail (1975); Life Of Brian (1979); Live At The Hollywood Bowl (1982); The Meaning Of Life (1983).
Séries: Monty Python's Flying Circus (1969-1974)

Talvez eu esteja trapaceando com Monty Python, já que eles são um grupo. Mas mesmo assim eles tem uma grande quantidade de filmes, até álbuns de estúdio (talvez assunto para outro post).

Bem, é humor britânico. Cheio de humor negro, sarcasmo e piadas non-sense. Ou você irá odiá-los ou irá adorá-los. São, na minha opinião, os melhores comediantes que já existiram.

6 - Psycho

Filmes: Psycho (1960); Psycho II (1982); Psycho III (1986); Psycho Remake (1998).
Filmes para televisão: Bates Motel (1987); Psycho IV: The Beginning (1990).
Séries: Bates Motel (2013-presente).
Livros: Psycho (1959); Psycho II (1982); Psycho House (1990).

Quem não se lembra da icônica cena do chuveiro? Um dos melhores filmes de terror já feitos e olhe que não gosto muito de filmes de terror. E já não conto a história do filme porque ela é bastante surpreendente.

5 - Star Trek

Séries: Star Trek - The Original Series (1966-1969); The Animated Series (1973-1974); The Next Generation (1987-1994); Deep Space Nine (1993-1999); Voyager (1995-2001); Enterprise (2001-2005)
Filmes: Star Trek: The Motion Picture (1979); II - Wrath of Khan (1982); III - The Search For Spock (1984); IV - The Voyage Home (1986); V - The Final Frontier (1989); VI - The Undiscovered Country (1991); Generations (1994); First Contact (1996); Insurrection (1998); Nemesis (2002); Star Trek (2009); Star Trek Into Darkness (2013).

Outra franquia longa, mas que também vale a pena. E pra ser sincero assisti mesmo apenas a série original (aquela do Kirk e do Spock) e é a melhor série que já vi. Apesar de não ter assistido as outras, dei uma olhada nelas e são realmente muito boas também. Os filmes são ótimos também, mas alguns deles são bem ruins como The Motion Picture e The Final Frontier.

Recentemente faleceu o ator que fazia o Spock, Leonard Nimoy. Um personagem que está muito presente na cultura pop, e que com certeza fará falta e nos deixará com saudades.

Vida longa e próspera!

4 - Back To The Future

Filmes: Back To The Future (1985); Back To The Future Part II (1989); Back To The Future Part III (1990).

Hoverboards, máquinas do tempo e muitas aventuras (agora pareci o narrador da Sessão da Tarde). Lembrada até hoje. São simplesmente nostálgicos estes filmes. É uma das únicas franquias flawless, sem desastres cinematográficos (iremos chegar lá daqui a pouco). 

Conta a história de Marty McFly. Amigo de um cientista chamado Doctor Brown, este criara uma máquina do tempo em um carro, o Delorean. Após um ataque de terroristas por causa de um roubo plutônio (que o Doc roubara para usar como energia para a máquina), Marty McFly acaba preso em 1955 e acaba impedindo acidentalmente que seus pais se conheçam, começando assim a franquia.

3 - Indiana Jones

Filmes: Raiders of the Lost Ark (1981); Indiana Jones and the Temple of Doom (1984); Indiana Jones and the Last Crusade (1989); Indiana Jones and the Kingdoom of the Crystall Skull (2007)
Séries: The Young Indiana Jones Chronicles (1992-1993)

Estamos melhorando cada vez mais agora (se esquecermos do último filme). O grande e mito Indiana Jones! Indo atrás das mais magníficas relíquias para colocar em museu (com exceção do último filme). Com seu épico chapéu e chicote, Jones não só conquista relíquias, como é um grande conquistador de mulheres, sempre com seu charme irresistível. É interpretado por Harrison Ford que como sempre, dá uma performance inesquecível.

Se você pudesse apagar da existência o último filme, Indiana Jones seria uma franquia flawless, mas o resto vocês já sabem...

2 - The Godfather


Filmes: The Godfather (1972); The Godfather Part II (1974); The Godfather Part III (1990).

A melhor trilogia de todos os tempos, com os dois primeiros filmes sendo com frequência citados como os melhores filmes já feitos da história do cinema. Quase concordo (há mais um na frente). É de se impressionar com a complexidade e a profundidade da trama que estes filme tem. Até mesmo Stanley Kubrick se impressionou com filme, a ponto de dizer que é o melhor filme que já viu.



Abram alas para o primeiro lugar da lista!






















1 - Star Wars

Filmes: Star Wars (1977); The Empire Strikes Back (1980); Star Wars Episode VI - Return Of The Jedi (1983); Episode I - The Phantom Menace (1999); Episode II - Attack of the Clones (2002); Episode III - Revenge of the Sith (2005); Episode VII - The Force Awakens (2015); Episode VIII (2017); Episode IX (2019)

O Império Contra-Ataca é simplesmente o melhor filme já feito. Tudo é incrível no filme. O roteiro, a atmosfera, a história, a atuação, a cinemagrafia, etc. 

E a franquia, mesmo tendo que contar os episódios I, II e III como parte dela (infelizmente), é enorme. O criador, George Lucas, permitiu a criação de livros, HQ's e games que complementem toda a história de Star Wars, que chegam a ter mais conteúdo que os próprios filmes em si.

É um pouco confuso a franquia de Star Wars para novatos pois os que seriam os primeiros filmes cronológicamente, lançaram depois (embora seja melhor esquecer que existam).

A trilogia original é simplesmente fantástica, porém lamentavelmente foi arruinada pelo próprio criador, alterando desnecessariamente os filmes colocando CGI's mal feitos em filmes que não se encaixam e deixando as versões originais indisponíveis, com muitos fãs apelando para a pirataria para ver os filmes do jeito que deveriam ser. Os filmes da última trilogia, que conta os acontecimentos anteriores ao da original, são tristemente ruins que apenas arruina o legado dos filmes. 

Estão sendo produzido novos filmes agora, e torço para que consertem o que o próprio George Lucas degradou. Obviamente, como fã número 1, estarei nos cinemas assistindo na estréia!
                                                                                                 
                                                                                                                                       -Yusef

domingo, 15 de março de 2015

Wish You Were Here

Veja, aqui estou eu de novo falando sobre um álbum do Pink Floyd. Domingo a tarde, não tenho muito pra fazer. Wish You Were Here foi lançado em 1975, e é o álbum favorito de David Gilmour e era o favorito de Richard Wright. Wish You Were Here, apesar de ser um dos melhores álbuns do Pink Floyd, foi lançado em uma época terrível da banda. Eram brigas atrás de brigas e muitos desentendimentos. Roger Waters chegou a brincar em uma entrevista que "o clima estava tão ruim que o disco poderia ter se chamado Wish You Weren't Here". O álbum surgiu de um projeto feito durante os shows da banda, previamente chamado de Shine On You Crazy Diamond, e além das músicas que contam no disco, ainda tinha as músicas Raving and Drooling e You've Got to Be Crazy que não foram usadas no disco final por não se encaixarem no conceito do disco, que por sinal é a ausência de pessoas importantes, ou simplesmente a ausência em si. As duas faixas seriam reaproveitadas em Animals, mas vou chegar lá. A capa, também da Hipnogosis, mostra um aperto de mão entre dois homens, um deles em chamas, logo, ele não existe. No momento da fotografia, o vento não estava colaborando na direção para onde soprava, fazendo o fogo do terno do segundo homem queimar o bigode do primeiro. Depois disso eles trocaram de posição e a foto foi invertida. Em 1975 o disco era comercializado com uma capa preta que escondia a arte do álbum. Nessa capa preta estava o famoso aperto de mão entre um homem e uma máquina.
O álbum alcançou boas posições nas paradas tanto britânicas quanto americanas, e está na lista de álbuns mais vendidos da história.
Durante as gravações do disco, um homem careca, gordo, de sobrancelhas raspadas chegou no estúdio perguntando onde podia por a guitarra. Nenhum dos membros da banda o reconheceria no primeiro momento. Posteriormente viriam a descobrir que o tal homem era Syd Barrett, criador da banda e ex-guitarrista. Roger Waters disse "foi muito triste ver meu amigo naquela situação". Todos se comoveram com o estado que Syd estava. Barrett disse que estava pronto para voltar para a banda, porém ele não entrou. Depois daquela data, nenhum deles voltaria a ver Barrett até o dia em que ele apareceu na recepção do casamento de Gilmour e foi embora sem avisar. Depois disso, os membros da banda não o veriam mais até sua morte em 2006.

Antes e depois

                 
Agora as faixas como de costume:

Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)
A grande composição em grupo, a grande duração (25 minutos no total, todas as partes) e a melhor performânce vocal de Waters em toda a carreira da banda, e a minha música favorita do Pink Floyd. Shine On You Crazy Diamond no total tem 25 minutos de duração, sendo a música mais longa do Pink Floyd, porém ela foi dividida no começo e no final do disco. A letra é uma homenagem ao antigo companheiro de banda e amigo, Syd Barrett, que ironicamente apareceu no estúdio em quanto a banda ouvia a faixa. Para gravar a guitarra, Gilmour usou uma parte do estúdio destinada a música clássica. A faixa já vinha sendo feita desde 1974, e quase apareceu no álbum que não saiu, Household Objects, disco onde não eram usados instrumentos convencionais. Para o disco não lançado, foi gravado uma espécie de órgão feito de taças de vinho enchidas com quantidades diferentes de água, que mais tarde seris reutilizada a gravação como introdução de Shine On You Crazy Diamond.
Part 1 - 0:00 - 3:54: A primeira parte da música começa com um fade-in de um sintetizador Hammond, além das já comentadas taças de vinho, e um solo melancólico de guitarra feito por Gilmour em sua Fender Stractocaster, com bastante reverb e compressão.
Part 2 - 3:55 - 6:27:  Começa com um tema de quatro notas, (Bb, F, G, E), conhecido como "Syd's Theme". Aqui começa a bateria de Mason e o baixo de Waters, e a parte 2 ainda inclui outro solo de Gilmour.
Part 3 - 6:28 - 8:42: Começando com um solo de sintetizador Minimoog por Wright, essa parte apresenta ainda mais um solo de Gilmour.
Part 4 - 8:43 -11:10: A parte mais conhecida e memorável da música. Aqui Waters começa a sua melhor performance vocal de toda a carreira da banda, cantando seu perfeito tributo ao antigo amigo Syd Barrett. Gilmour, Wright e duas cantoras, Venetta Fields e Carlena Williams cantam os backing-vocals.
Part 5 - 11:11 - 13:30: Começa com o final da parte anterior, duas guitarras tocando arpeggios em harmonia. O som das guitarras é sobreposto pelo som de um maravilhoso solo de saxofone, tocado por Dick Parry, que também tocou saxofone em Us & Them e Money de The Dark Side Of The Moon, de 1973, e viria a tocar saxofone de novo com a banda em Wearing The Inside Out, de The Division Bell de 1994. O saxofone barítono de Parry deixa lugar para um solo de saxofone tenor, também de Parry. Os saxofones dão lugar a um sintetizador que forma um som de música concreta que liga essa parte à próxima música.

Welcome To The Machine
Escrita e cantada por Waters, que canta juntamente com Gilmour. Começa com sintetizadores bem fortes de Wright e um violão de Gilmour. A letra foge do conceito inicial, mas forma um conceito secundário juntamente com Have a Cigar, que é a indústria da música. Welcome to the Machine conta a desilusão que a indústria da música causa aos músicos, se mostrando apenas uma imensa máquina de produção de dinheiro. Foi feito um vídeo musical para a música por Gerald Scarfe, o mesmo homem que fez as ilustrações de The Wall e as animações para o filme de mesmo nome.

Have a Cigar
Começando aqui o lado 2, Have a Cigar foi escrita também por Waters, e segue o mesmo conceito da música anterior. Mas diferentemente de Welcome to the Machine, Have a Cigar é cantada num tom sarcástico, quase cínico, contando a visão do produtor. A canção é cantada não por um membro da banda, mas sim por Roy Harper, cantor folk inglês que estava gravando no mesmo estúdio. A razão disso é que nem Gilmour nem Waters estavam satisfeitos com seus resultados na gravação da música, e Roy se ofereceu para tentar. Waters depois diria que não gostou da gravação de Harper, e que se tivesse forçado um pouco mais sua voz, teria atingido um resultado melhor. A música termina com um belo e longo solo de Gilmour, que termina abaixando o volume drásticamente, ficando com o som de um rádio AM, final que por sinal foi gravado no carro de Waters.

Wish You Were Here
A faixa título e uma das músicas mais conhecidas, talvez a mais conhecida da banda. Escrita por Gilmour, teve sua introdução inspirada pela música country americana. Sua letra também é uma homenagem a Barrett, apesar de muitas vezes se passar por uma música romântica. Wish You Were Here começa com o final de Have a Cigar, com o volume no nível de um rádio AM, até que a música começa de verdade. Completamente acústica e cantada por Gilmour, contando apenas com o baixo de Waters como instrumento elétrico.

Shine On You Crazy Diamond (Parts 6-9)
Chegamos, enfim, ao final do álbum. A segunda parte de Shine On You Crazy Diamond, com 12 minutos de duração, e mais quatro partes da primeira música, totalizando nove partes.
Part 6 - 0:00 - 4:39 - Começa com o vento do final de Wish You Were Here. O vento tem um fade-out e dá lugar a um solo de baixo. Gilmour aparece com tudo num solo de lap steel guitar, um tipo de guitarra slide, pequena, que cabe no colo de uma pessoa.
Part 7 - 4:40 - 6:09 - Contém outra parte de letra, também cantada por Waters e com os backing vocals das mesmas pessoas citadas anteriormente. 
Part 8 - 6:10 - 9:07 - Começa com Waters tocando uma guitarra, seguido por Gilmour tocando os arpeggios. Numa progressão sólida ao estilo de funk, o som vai tendo um lento fade-out até a marca de nove minutos, onde o teclado de Wright domina.
Part 9 - 9:08 - 12:30 - Gilmour a descreve como uma lenta marcha funeral, com dominância dos teclados de Wright, em um lento fade-out. A bateria de Mason aqui é muito presente, a guitarra não é tão presente. A música termina com os sintetizadores de Wright tocando uma melodia, até a música terminar em um fade-out.


quinta-feira, 12 de março de 2015

Artigo de opinião: Melhores compositores

1 - Bob Dylan














Apesar de sua voz não poder ser considerada das melhores, Bob Dylan ainda é o maior compositor que já vi. Com mais de trinta discos lançados em toda sua carreira de mais de cinquenta anos, Bob Dylan nunca decepcionou no quesito de composição. Não precisa ir muito fundo em sua discografia para provar que suas letras são ótimas, basta você ir atrás das letras de suas músicas mais famosas, algumas sugestões minhas para começar são 'Mr Tambourine Man', a clássica 'Like a Rolling Stone', a composição de mais de 8 minutos de duração e 157 versos, a inspiração de "Faroeste Caboclo", 'Hurricane', canção de protesto contra o racismo norte-americano na época, além de suas músicas que ficaram famosas através de covers, como 'Knockin' On Heaven's Door' e 'All Along The Watchtower'.

2 - Roger Waters


















Após a saída de Syd Barrett do Pink Floyd, que era o principal compositor, a banda se viu sem rumo. Eis que surge o salvador da pátria Roger Waters. É o mesmo que eu disse sobre Bob Dylan, sua voz não é uma das melhores, mas suas letras são. Estamos falando do homem que compôs todas as letras de The Dark Side Of The Moon, e de quase todos as músicas dos discos do Pink Floyd após 1967. Também estamos falando do cara que escreveu quase sozinho a ópera-rock The Wall, todo o des-famoso The Final Cut, além de sua carreira solo que não decolou.

3 - Paul McCartney













Famoso por ser o mais talentoso, e o melhor cantor dos Beatles, conhecido por sua carreira solo fora do quarteto de Liverpool, conhecido por estar supostamente morto desde 1966, bem, o que eu posso dizer? É Paul McCartney! Todo mundo o conhece. Compôs ao lado de John Lennon os grandes sucessos da banda, além de ter composto grandes clássicos sozinho. O Álbum Branco de 1968 nos prova todo esse potencial, que de fato já tinha se mostrado antes. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band de 1967, álbum conceitual quase todo idealizado por Paul, Rubber Soul de 1965, Revolver de 1966, todos grandes exemplos da genialidade de Paul, que continua nos mostrando sua genialidade até hoje. Continua fazendo shows e gravando discos, se nunca perder seu dom de compor e sua bela voz que fez os álbuns dos Beatles melhores.

domingo, 8 de março de 2015

Atom Heart Mother

Sinceramente, ao ouvir o título, o que vem a sua mente? Numa tradução literal, algo como 'Coração Atômico de Mãe'. Como chegou a esse nome? História engraçada, logo chego lá. Atom Heart Mother é um álbum, um dos melhores diga-se de passagem, do Pink Floyd, lançado em 1970, e foi o primeiro álbum da banda a ser número 1 nas paradas britânicas, porém não fez impacto nas americanas na época. Um fato legal sobre o disco é que é o disco onde as composições estão mais equilibradas entre cada compositor, depois do Ummagumma. A banda não queria nada de psicodélico para a capa do disco, e a Hipnogosis lhes trouxe isso. A reação da gravadora foi "que porra é essa?" e a reação de Roger Waters foi uma risada. A grande estrela da capa é a vaca Lullebelle III, e a gravadora ainda pagou ao dono do animal os direitos da imagem.

Atom Heart Mother Suite
Ocupando todo o Lado 1, aqui temos a grande Suite de Atom Heart Mother, com meros 23 minutos de duração. Foi aqui onde a grande composição de grupo sonhada para o Ummagumma se concretizou. Contando com uma orquestra e um coral, Atom Heart Mother foi tocada em vários lugares antes de atingir sua forma final, sob o nome anterior de 'Amazing Pudding'. A música surgiu quando David Gilmour chegou ao estúdio e começou a tocar uns acordes de piano, que chamou de 'Tales From an Imaginary Western', baseado em outra música de nome parecido. A banda posteriormente decidiu que a música precisava de uma orquestra e de um coro. Ah sim, como chegou ao nome Atom Heart Mother. Pouco antes de apresentarem a música pela primeira vez na BBC, Roger Waters bateu o olho numa notícia no jornal, sobre uma mulher que tinha um marca-passo atômico. A Suite é divida em seis partes, Father's Shout, Breast Milk, Mother Fore, Funky Dung, Mind Your Throats Please e Remergence. A música no disco está creditada a Roger Waters, Nick Mason, David Gilmour e Richard Wright mais Ron Geesin, o responsável pela orquestração. Entretanto, Roger Waters, em retrospecto, diria numa entrevista que, "Atom Heart Mother é uma boa peça para se jogar no lixo e nunca mais ser ouvida. Era um tanto pomposa e não falava sobre nada." Eu discordo, Sr. Waters, eu discordo. Adoro músicas longas, e Atom Heart Mother é uma de minhas favoritas.

If
Começando com estilo o Lado 2, Roger nos presenteia com um calmo folk, estilo que seguiu em Ummagumma com sua Grantchester Meadows. If, além de seu dedilhado de violão, conta com um solo de guitarra slide muito legal feito por Gilmour. Como nenhuma música no disco inteiro pode ser considerada curta, If tem quase cinco minutos de duração. E parece também que Waters a canta toda cochichando. Sua voz é muito baixa em relação ao resto da música. Mas o que eu posso dizer? Eu adoro o álbum todo, e o escuto quase todo dia. If, assim como Grantchester Meadows, tem um teor de alto-avaliação. If puxa para um lado mais introspectivo e de auto-depreciação.

Summer '68
A genial composição under-rated de Richard Wright nesse disco. Summer '68 é, em minha opinião, a melhor música de Richard em toda a carreira da banda. Summer '68 fala sobre um caso de uma noite com uma groupie, e sobre a falta de sentimentos e de conversa para levar a aquilo. É uma de minhas favoritas de toda a carreira da banda. Conta com o genial piano de Wright, um ótimo violão tocado por Gilmour, além de instrumentos de sopro. Fun Fact: Summer '68 foi usada como música da vinheta do banco nacional, aqui no Brasil, nos anos 70.

Fat Old Sun
Composição de Gilmour no disco. A acústica Fat Old Sun é uma música que fala sobre o verão, com um tom bem calmo e relaxante, contando ainda com um dos melhores solos de Gilmour no final. Gilmour ainda a tocaria muito em sua carreira solo fora da banda. Fat Old Sun foi uma das músicas cogitadas a entrar na coletânea de 2001 'Echoes, The Best Of Pink Floyd', porém não entrou, deixando Atom Heart Mother sem um representante no disco.

Alan's Psychedelic Breakfast
Outra composição em grupo, porém é mais de Nick Mason do que dos outros integrantes, além da ideia da música ser dele. A música conta, através de efeitos sonoros, falas e vinhetas no meio disso tudo, o café da manhã de Alan. Apesar de muitas vezes o Alan da música se passar por Alan Parsons, o engenheiro de som desse disco, o Alan é na verdade Alan Styles, roadie da banda. A música conta com três partes, Rise and Shine, Sunny Side Up e Morning Glory. Porém as partes aqui são mais perceptíveis que as de Atom Heart Mother Suite, por contarem, entre elas, uma parte do café da manhã do Alan. Conta com barulhos super normais de serem encontrados em músicas, como bacon fritando, mastigação, chaleiras, além de uma torneira pingando eternamente no final, além de também os "pensamentos" de Alan, contados através de falas. O mais engraçado disso tudo é que a banda apresentou essa música ao vivo! Contando com a banda de pijama, tomando café da manhã na frente da platéia. Sim, o Pink Floyd fez coisas como essa. Porém nunca foi filmado, mas existe registro em áudio, chamado de Alan's Psychedelic Christmas, pois foi gravado no natal. E não é um álbum oficial, se tratando de um bootleg.