segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Led Zeppelin IV

Led Zeppelin IV


Led Zeppelin IV é um álbum lançado em 1971 pela Atlantic Records. O álbum marca uma mudança do som do Led Zeppelin em relação aos álbuns anteriores, um amadurecimento nas músicas. Por decisão da banda, a capa viria completamente sem texto, logo, o álbum não tem um nome propriamente dito, mas é conhecido como Led Zeppelin IV, Four Symbols ou Untitled.
Cada membro da banda escolheu um símbolo para se representar, os famosos quatro símbolos do Led Zeppelin, cada um com um significado.

Significado de cada símbolo:
Este é o símbolo escolhido por Jimmy Page, geralmente é associado a uma palavra da língua grega, ZoSo,significa salvação ,entrando no espiritual no entanto a imagem tem uma conotação não-alfabética nem linguística, tendo sido desenhada pelo próprio músico. A fonte do símbolo é de conhecimento público, mas o significado continua sendo um mistério até os dias de hoje; o símbolo apareceu pela primeira vez no livro Ars Magica Arteficii, de 1557, escrito pelo alquimista Gerolamo Cardano, onde é identificado como um símbolo composto por signos do zodíaco. O símbolo também foi reproduzido no Dicionário de Ocultismo e Símbolos Alquímicos, de Fred Gettings, publicado em 1982.3 O símbolo era muito utilizado para representar o planeta Saturno em rituais de magia, e Jimmy o escolheu por ser do signo de Capricórnio, um signo comandado por Saturno; a parte parecido com a letra Z é comumente associado a Saturno na astrologia, e a parte oSo é parecido com o símbolo alquímico do Mercúrio, também muito associado a Saturno. O que o símbolo representa para Jimmy, no entanto, é um mistério, uma vez que ele nunca revelou publicamente o seu significado total.
Este é o símbolo adotado por John Paul Jones, o símbolo de John Paul Jones não tem um significado tão profundo, mas é extremamente semelhante ao de John Bonham por uma razão:
Este é o símbolo que representa John Bonham, mostra três círculos interligados, e representa a trindade familiar entre o homem, a mulher e a criança.Também se assemelha à uma bateria vista de cima. O fato de os símbolos do John Bonham e do John Paul Jones, o baixista da banda, serem extremamente semelhantes e serem a imagem invertida um do outro não é por acaso; no jazz, um dos estilos musicais de muita influência no grupo, o baixista e o baterista formam partes interligadas de uma seção rítmica. Além disso, esse símbolo também aparecia no rótulo da cerveja Ballantine, que era a favorita de Bonham, assim, na hora de escolher o símbolo que o representaria, ele decidiu pegar esse emprestado por achar que também teria um efeito cômico, e o círculo no meio do símbolo de John Paul Jones também representa uma pessoa com confiança e competência.
Acima o símbolo que representa Robert Plant, O vocalista Robert Plant adotou como símbolo inspirado na deusa egípcia Ma'at, mostrando uma pena, que significa verdade, justiça e lealdade, envolta por um círculo impenetrável que significa vida. De acordo com a mitologia egípcia, Anúbis, o deus do julgamento e da morte, pegava o escaravelho-sagrado (que significa o coração) daqueles que morriam e colocava em uma balança juntamente com uma pena de Ma'at; se o escaravelho fosse mais pesado que a pena, a alma da pessoa iria para o inferno, e se fosse mais leve que a pena, a alma iria para o céu, e Robert achou que esse paradoxo era uma perfeita alusão à música da banda.

Além dos símbolos de cada membro da banda, o interior da capa ainda trazia o símbolo escolhido pela cantora Sandy Denny, que cantou junto a Plant em The Battle Of Evermore.

 capa frontal foi inspirada numa pintura a óleo que Jimmy encontrou na cidade de Reading, na Inglaterra, e é interpretada de várias maneiras, mas a teoria mais aceita diz que a imagem de um camponês velho não aguentando o peso dos galhos que está levando tem a intenção de dizer que as pessoas deviam plantar e cuidar da Terra, ao invés de colher em excesso e destruir o planeta.

Músicas:
Led Zeppelin IV traz uma variedade bem diversificada no quesito de musicalidade. Segue abaixo a Tracklist com informações de cada música.

Black Dog
 A gritada Black Dog inicia o álbum e tem 4:57 de duração, além de ser uma das mais conhecidas músicas do Led Zeppelin. Sue estrutura básica foi criada pelo baixista John Paul Jones, e sua letra composta por Jimmy Page. O título foi baseado em um cachorro preto que entrava e saia do estúdio na época em que o disco estava sendo gravado.

Rock & Roll
A segunda e também gritada, Rock & Roll, composta por Jimmy Page quase que sem querer, e com 3:40 de duração. A canção era um tipo de resposta sarcástica às críticas que a banda vinha recebendo depois do álbum do ano anterior, Led Zeppelin III, em que quase não havia músicas "elétricas" ou Rock & Roll propriamente dito, e era muito inspirado na música Folk.

The Battle Of Evermore
Como muitas outras músicas da banda, The Battle Of Evermore foi inspirada no livro O Senhor Dos Anéis de J.R.R. Tolkien. A letra foi escrita por Jimmy Page enquanto o mesmo tocava o mandolim de John Paul Jones. Essa é a única música da banda em que Plant divide os vocais com uma pessoa de fora da banda, e foi a cantora Folk inglesa Sandy Denny, falecida em 1978.
Sandy Denny

Stairway To Heaven
Esse grande clássico da música foi composto em parceria entre Page e Plant. A música foi divida em duas seções, a primeira, começando com aquele clássico riff de violão, com instrumentos acústicos e uma flauta, muito inspirada pelo Folk Rock. A segunda seção tem a entrada de instrumentos elétricos e um longo solo de Jimmy Page, que leva a aquela clássica frase final, "And she's buying a stairway to heaven". A música gerou polêmica ao longo dos anos por acusações de "mensagens escondidas de trás pra frente" na música. Sobre isso, Plant comentou em uma entrevista a revista Musician em 1983: "Para mim é muito triste, porque "Stairway to Heaven" foi escrita com todas as melhores intenções, e, tanto quanto a reverter fitas e colocar mensagens no final, isso não é minha ideia de fazer música." 
A Swan Song Records também se manifestou sobre isso: "Nosso toca discos só toca em uma direção, pra frente".
A banda também foi acusada de plágio do instrumental Taurus da banda Spirit, lançado em seu disco de estréia de 1968. O Spirit abria shows do Led Zeppelin no começo de carreira. Tire suas próprias conclusões.
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Misty Mountain Hop
Escrita por John Paul Jones, essa canção inclui a performance de John Bonham na bateria que ele sempre descreveu como a melhor de sua carreira. A letra tem um contexto histórico interessante com relação a época que foi lançado, como mostrado neste trecho "crowds of people sitting on the grass with flowers in their head said..", uma alusão ao movimento Hippie.

Four Sticks
A dispensável Four Sticks, nomeada assim porque Bonham usou quatro baquetas para tocar bateria. A música menos interessante e a pior do disco, porém com um solo e uma letra no mínimo interessantes.

Going To California
Outra inspirada pelo Folk Rock, contando com um bandolim e um violão, afinado em Drop D tuning, uma afinação considerada inovadora pra época. A letra, bonita e poética escrita por Plant, inicialmente com terremotos em mente. É a música mais curta do disco com 3:31 de duração.

When The Levee Breaks
Escrito pelo casal Kansas McJoe e Memphis Minnie, gravada originalmente em 1929 sobre uma grande enchente ocorrida no estado do Mississipi em 1927. A banda gravou a música com uma nova melodia e um solo de Page feito especialmente para a música.

Desempenho comercial e legado
Assim que foi lançado, se tornou um instantâneo sucesso comercial, e aclamado pela crítica, ficando em primeiro lugar na UK album charts e em segundo na Billboard 200 dos EUA, atrás apenas do álbum Santana III, de Santana. 
Muitas vezes apontado como o álbum de Rock mais importante de todos os tempos, e com certeza um dos melhores, um dos pontos altos dos anos 70, e não será facilmente esquecido, Led Zeppelin IV deixou sua marca permanente no mundo da música.








quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Histórias de Bandas Parte 1 - The Beatles

   
            Os Beatles não foram uma banda, foram A banda. Formada no final dos anos 50 em Liverpool, no interior da Inglaterra, na escola Quarry Bank High School, por isso o nome da primeira formação da banda foi The Quarrymen. A banda passou por várias formações até atingir a primeira a ter algum sucesso, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Pete Best.
A banda foi para o centro do rock underground na época, Hamburgo, Alemanha. Lá tocaram em clubes de Strip-Tease, casas noturnas e foram deportados por começarem acidentalmente um incêndio em um cinema. Em Hamburgo, a banda era praticamente uma banda Punk, Lennon falava palavrões e contava piadas sujas para a platéia, usavam couro da cabeça aos pés, botavam fogo em camisinhas em cima do palco, e por aí vai. Uma curiosidade, Harrison, que era menor de idade na época, perdeu sua virgindade com uma "mulher da vida" em Hamburgo.
Depois de serem mandados embora da Alemanha, os Beatles começaram a tocar, no hoje famoso, Cavern Club. No ano de 1960, no Cavern, conheceram seu mais novo empresário, Brian Epstein.
Brian vinha de uma tradicional família judia dona de lojas de móveis pela Inglaterra. Brian entrou no Cavern Club, naquela noite de 1960, e conheceu os Beatles, e passou a empresaria-los. Epstein não tinha nenhuma experiencia em empresariar grupos, mas tentou a sorte, e deu certo. Brian já era rico e não fazia isso pelo dinheiro, ele realmente acreditava no potencial dos garotos. 
Dois anos mais tarde, a banda simplesmente expulsa Pete Best da banda, sem dar explicações, e até hoje se especula o real motivo (dizem que é porque ele era mais atraente que seus colegas de banda). E chamaram um baterista com um nariz consideravelmente grande, Ringo Starr.
Com Pete fora, e Ringo dentro, a banda foi tocar no Cavern Club. O que não foi uma boa ideia, já que a troca de Pete gerou revoltas entre os fãs da banda. Ringo até foi ameaçado de morte por ser judeu, um detalhe, ele não é judeu!
Brian Epstein conseguiu para a banda uma gravação com a Parlophone, e lançaram seu primeiro single, Love me Do, depois de muito serem recusados pela Decca Records, que dizia que grupos com guitarras estavam fora de moda. O single fez considerável sucesso na Inglaterra.
Em 1962 a banda lançaria seu primeiro álbum:
Please Please Me, com Love Me Do e outras 12 músicas. Na verdade o álbum se chamava Please Please Me. 8 composições próprias de Lennon/McCartney (na época creditado como McCartney/Lennon), e 6 covers, que incluíam músicas do repertório dos Beatles em Hamburgo e no Cavern. O álbum fez sucesso na Inglaterra, mas não o bastante para atingir o resto do mundo, mais especificamente os EUA. Como combinado pela banda, George e Ringo deveriam cantar uma música por álbum pelo menos, e foram Do You Want to Know a Secret e Boys respectivamente.
Até o ano de 1963 a banda seria A banda da Inglaterra.
Em 1963 também a banda lança seu segundo disco:
With the Beatles. Repare em como o Ringo, sempre o excluído da turma, é o único em baixo. Lançado em 1963, o álbum continha 7 composições da dupla Lennon/McCartney, e uma de Harrison, Don't Bother Me, primeira composição própria de Harrison lançada em um álbum dos Beatles. E também continha 5 covers, com destaque para Till There Was You e Roll Over Beethoven, que são melhores que as originais. Nesse álbum, George canta Don't Bother Me e Roll Over Beethoven, e Ringo canta I Wanna Be Your Man.
No ano seguinte, a banda iria abalar a América.
O single I Wanna Hold Your Hand, por alguma razão, mexeu com os americanos. Lançado em 1964, o single faria a banda ser chamada a fazer uma turnê na América, e a tocar no popular programa de televisão americano The Ed Sullivan Show.
Nesse ano a banda lançaria também seu álbum que marca o auge da Beatlemania:
A Hard Day's Night, álbum que também viria a ser acompanhado por um filme de mesmo nome, é o terceiro álbum da banda, e uma curiosidade sobre esse álbum, é que TODAS as composições, sem exceção, são da trupe Lennon/McCartney. Esse álbum, e o filme (que aqui no Brasil ficaram conhecidos como os Reis do Iê Iê Iê, talvez pelos infinitos Yeahs na música She Loves You), marcam o auge da Beatlemania,  no filme, vemos várias cenas da banda fugindo e se disfarçando para fugir de fãs alucinados. O que também acontecia na realidade.
Ainda em 64, a banda lançaria um dos seus álbuns de menor sucesso:
Beatles for Sale. Parece que a exaustão por causa das turnês ininterruptas, e a falta de criatividade, fez a banda voltar a antiga fórmula de músicas próprias e alguns covers. Com 8 composições próprias e 6 covers, com destaque para Words of Love, originalmente de Buddy Holly, que é melhor que a original.
A partir de 1965, a banda seguiria novos caminhos. 
HELP!, lançado em 65, conseguiu se diferenciar bastante de seus sucessores. O álbum não traz apenas composições próprias, mas também não é cheio de covers. Com 10 composições de Lennon/McCartney, e 2 de Harrison, um recorde até então para George, e dois covers, Act Naturally, cantada por Ringo, e Dizzy Miss Lizzy, gritada por Lennon. Uma curiosidade bem bacana, Lennon só incluiu Dizzy Miss Lizzy no disco, para o mesmo não acabar com a composição de Paul, Yesterday. Atitude Rock'n'Roll!!!
Ainda em 1965, a banda se elevaria a um novo nível....
Rubber Soul, pronto, os Beatles entraram de cabeça na emergente psicodelia vinda da América. Um álbum sem covers, com 12 Lennon/McCartneys e 2 de Harrison. A faixa Norwegian Wood seria a primeira música pop a incluir um cítara, tocada por George, grande fã da cultura indiana.
O álbum seria o primeiro a ter nome e capa iguais na Inglaterra e nos Estados Unidos, porém a seleção de músicas era levemente alterada de uma para a outra.
Em 1966, em uma entrevista, Lennon diria a seguinte frase: "Atualmente nós somos mais populares que Jesus Cristo (...) não sei o que desaparecerá primeiro, o cristianismo ou o rock'n'roll", o que gerou revoltas, queimas de discos, e proibição dos Beatles no Sul dos Estados Unidos.
Suas intenções eram boas... Fora isso eles também lançaram REVOLVER
1966 fora um ano bem conturbado para os Beatles, a entrevista de Lennon, a turnê maldita nas Filipinas, inúmeras ameaças de morte, que levaram a banda a parar de excursionar e dedicar-se 100% a gravação de álbuns. O que levara-os a gravar sua maior obra prima até então e seu melhor álbum, REVOLVER. O disco era simplesmente fantástico. Trazendo 11 composições de Lennon/McCartney, e 3 de Harrison, o álbum inovou em tamanhos aspectos na indústria da música, mais do que qualquer álbum até o momento. Trazendo um solo de guitarra ao contrário, em I'm Only Sleeping, música indiana em Love You To, solo de duas guitarras tocando simultaneamente em 
And Your Bird Can Sing, e Tomorrow Never Knows, que é assustadora e revolucionária ao mesmo tempo. Enquanto a letra da música não faz sentido algum, é sua estética que revoluciona. Sendo a primeira música a usar loops de bateria, guitarras distorcidas que se assemelham a sons de gaivotas. É praticamente um protótipo da futura música eletrônica.
No final de 1966 e começo de 1967, a banda gravaria sua segunda obra-prima: 
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band marca o auge da psicodelia no verão do amor, de 1967. Com 12 composições de Lennon/McCartney e 1 de Harrison, o álbum não inovou tanto quanto o anterior, mas não deixa de ser inovador, sendo o primeiro e único álbum-conceitual dos Beatles. Mesmo sendo as vezes creditado como o primeiro álbum conceitual da história, esta afirmação está errada, pois o primeiro foi Days of Future Passed, do Moody Blues, lançado no mesmo ano. O álbum conta com as duas primeiras faixas interligadas, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e With a Little Help From My Friends, cantada por Ringo. A terceira faixa, é a lisérgica Lucy in the Sky with Diamonds, que claramente fala sobre LSD. A animada quarta faixa, Getting Better, cantada por Paul, e a quinta Fixing a Hole, também cantada por Paul. A sexta, She's Leaving Home, foi baseada na notícia da fuga de casa de uma garota.
Being for the Benefit of Mr. Kite, de Lennon, composta inteiramente sobre um pôster francês do século XII que Lennon comprara.
Harrison repetira  a dose do ano anterior com outra música indiana, Within You Without You. Paul cantaria uma música sua composta quando era adolescente, When I'm Sixty-Four. Lovely Rita, também de Paul, falando sobre uma guarda de trânsito, chamada, obviamente, Rita. A insana Good Morning Good Morning de Lennon, baseada em um cereal matinal.
Uma reprise, da primeira música, com a banda se despedindo, e finalmente, A Day in the Life, que não é uma música de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, é A música.
 
                            Ainda em 1967, a banda lançaria um álbum estranhamente                                   bom e um filme para a televisão estranhamente ruim
                                                                     
Magical Mystery Tour, mas que bosta de filme, entretanto o álbum é excelente, com um destaque para I Am The Walrus, e All You Need Is Love, tocada num programa ao vivo para mais de 400 milhões de pessoas. O filme, no entanto, apesar de ser vergonhoso para uma banda como os Beatles, tem seus momentos de glória, como o clipe de I Am The Walrus e as piadas grotescas, como a cena de Lennon colocando cada vez mais macarrão no prato de uma mulher gorda, a cena, segundo ele, foi baseada num sonho que teve. E Brian Epstein morreu nesse mesmo ano quando a banda estava no País de Gales, de overdose, antes do lançamento do álbum.
Em 1968 a banda foi pra Índia.
Mais por influência de George, a banda foi à Índia, participar da meditação transcendental. A banda ficou um bom tempo por lá, e compôs material o suficiente para um álbum duplo. Os Beatles, um por um foram embora, Ringo foi o primeiro, por causa do nascimento de seu segundo filho, seguido pelos outros, John foi embora por saudade de Yoko, George foi o último a ir embora, desiludido com Maharishi, por suas investidas sexuais em Mia Farrow.
Depois de tanto material composto na Índia, a banda gravou o seu álbum-duplo-branco:
Esse álbum de capa extremamente criativa, chamado apenas de The Beatles, ou White Album, lançado em 1968, esse álbum marca o começo do fim, com Lennon cada vez mais distante de seus companheiros de banda para ficar com Yoko, e Starr saindo uma vez da banda e depois voltando. Por ocasião da saída de Ringo, McCartney teve que gravar a bateria em algumas músicas, com destaque para Back in the U.S.S.R. (mais tarde em uma entrevista, perguntaram à John o que ele achava de Ringo ser o melhor baterista do mundo, e ele respondeu: 'ele não era nem o melhor baterista dos Beatles'). O álbum conta com algumas músicas ótimas, como Blackbird e Back in the U.S.S.R. de Paul, o primeiro heavy-metal da história, com Helter Skelter,  a obra-prima de Harrison nesse disco, While My Guitar Gently Weeps, a homenagem de John à sua mãe em Julia e a versão blues de Revolution, Revolution #1. Mas entretanto, também saíram esquisitices nesse disco, como a voz horrorosa de Yoko em The Continuing Story of Bungalow Bill, e a excêntrica colagem de sons de Lennon, Revolution #9, que é provavelmente a coisa mais estranha que você vai ouvir na sua vida.
 
Fora isso o álbum é excelente. Ironicamente depois de Revolution #9 vem a última música do álbum, Good Night, como se alguém fosse conseguir dormir depois de ouvir isso.
Em 1968 os Beatles brincam de novo com o cinema e lançam seu desenho animado.
Mesmo que Yellow Submarine seja uma faixa do álbum de dois anos antes, Revolver, foi só em 1968 que foi lançado o longa-metragem animado para o cinema, e consequentemente, um álbum de trilha sonora. O filme retrata perfeitamente toda a psicodelia do final dos anos 60, e conta a história de um paraíso em baixo do mar chamado de Pepperland, onde ninguém é triste e sozinho, pois a banda do sargento pimenta está sempre tocando sua música para alegrar as pessoas. Porém, existe o grupo dos malvados azuis, que planejam transformar Pepperland em um lugar triste e sem música, por isso, os Beatles são convocados para trazer de volta a paz. Muitas músicas usadas no filme foram tirados de álbuns lançados muitos anos antes, como por exemplo, Nowhere Man (Rubber Soul), Lucy in the Sky With Diamonds (Sgt Pepper's) e a própria Yellow Submarine (Revolver). O lado B do álbum é composto de músicas instrumentais de George Martin para o filme.
A banda estava claramente próxima do fim, com John sempre brigando com Paul e George por causa de Yoko. Paul era o único que realmente queria continuar com a banda. 
Em 1969 a banda gravou dois álbuns, Let it Be, e Abbey Road, mas Abbey Road foi lançado antes mesmo sendo o último a ser gravado
Esse é o PENÚLTIMO álbum dos Beatles, mesmo sendo o último a ser lançado. Álbum sem grande destaque, com algumas músicas em especial, como Let it Be, The Long and Widing Road e Get Back.
Em 1969 a banda lançaria seu real último álbum, mesmo sendo o penúltimo a ser lançado.
O famoso álbum Abbey Road, o último adeus, o fim da linha. Contém músicas estranhas, como Sun King, obras primas de George, Here Comes the Sun e Something, o Medley no final começando em You Never Give Me Your Money e terminando em The End. The End não fecha apenas o álbum, mas a carreira dos Beatles, é a última música do Medley, a última música gravada pelos Beatles, e a única música que Ringo toca um solo de bateria. As últimas palavras dos Beatles foram, 'And in the end, the love you take, is equal to the love, you make', traduzindo: 'E no final, o amor que você recebe, é igual o amor que você faz'...
FIM

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Racismo, homofobia e preconceitos em geral.

    Esse assunto é polêmico, o PRECONCEITO. Não é mentira que o preconceito ajuda na sobrevivência humana, por exemplo, faz você pensar duas vezes antes de andar perto de um potencial bandido, que geralmente, na cabeça das pessoas, cumpre os seguintes requisitos: negro, pobre, mal-vestido, entre outros. Está certo que ter um certo preconceito vai ajudar sua sobrevivência, pois não é a melhor ideia do mundo passar por um negro pobre mal-vestido com tênis da Nike, iPhone na mão, e roupas de marca. Mas nem sempre um negro pobre vai ser um bandido, como nem sempre um branco rico vai ser o mocinho. Ter preconceito contra pessoas SÓ porque são negras não faz sentido, não é porque é negro que vai te roubar. Parece que isso não entra na cabeça das pessoas.
   Homofobia, ah a homofobia. Como esse assunto é batido. Você já deve ter visto um milhão de cartazes de conscientização na escola, na rua, na traseira de ônibus, e com certeza na televisão, mas não adianta! É sempre a mesma história. A religião e a homofobia são duas coisas que andam mais juntas do que gêmeos siameses. Dependendo da maneira que seus pais foram criados, pode influenciar a maneira que VOCÊ vai ser criado. Seus pais podem muito bem te levar pelo caminho da aceitação, como poucas vezes acontece, ou eles podem simplesmente te empurrar pela ladeira do cristianismo radical e do preconceito, como na maior parte das vezes acontece.
   Não estou querendo te influenciar ou nada do tipo, mas eu acho que as pessoas deviam seguir a filosofia do dane-se que eu sigo. É simples, basta ignorar coisas que não vão acrescentar nada na sua vida, por exemplo excluir uma pessoa negra ou homossexual.
    E mais uma coisa, "porque está na Bíblia" não é um argumento válido, tente outro.

Ogden's nut gone crazy

Ogden's nut gone flake é um álbum conceitual da banda britânica Small Faces lançado em maio de 1968. O conceito de álbum não é muito claro, já que o lado A contém músicas independentes e o lado B conta um conto de fadas, é isso mesmo você leu certo, um conto de fadas!
A primeira faixa é a já conhecida por vocês, é aquele wah-wah que tocava no primeiro trailer de GTA V e também é parte da rádio Los Santos Rock Radio. 
Já o lado B, conta um conto de fadas psicodélico, chamado de Happiness Stan, e entre cada música, tem um comediante inglês contando parte da história. Você já deve estar pensando que o álbum é completamente louco, e você está certo. Vá ouvir ainda hoje essa obra prima psicodélica!

Pra sua informação, esses orelhudos a cima são o Small Faces.


Elementary penguin, singing Hare Krishna, boy you've been a naughty girl you let your knickers down.

Aqui estou eu falando sobre outro Single, mas esse é especial, porque a letra do lado A não faz sentido algum. Esse Single dos Beatles foi lançado em 1967 e fazia parte do álbum Magical Mystery Tour, que faz menos sentido do que a música. O lado A, I Am the Walrus, provavelmente foi escrita em uma viagem de ácido. Veja só o trexo da música que eu usei de título (para vocês que não sabem nada de inglês: Pinguim elementar, cantando Hare Krishna, garoto você foi uma menina má você deixou sua calcinha cair). Em uma entrevista Lennon disse que a música era uma "sacanagem" com um professor de inglês que Lennon descobriu que usava letras dos Beatles em suas aulas.
O lado B, Hello Goodbye, não tem tanta relevância quanto o lado A, mas não deixa de ser uma ótima música. Aparentemente a letra falava sobre os desentendimentos de Paul com sua mulher (você diz olá e eu digo adeus). O single é ótimo, e recomento tanto ele quanto o álbum de que ele saiu, Magical Mystery Tour, que é um auge da psicodelia dos anos 60

Paperback writer writer writeeeer

Essa é a primeira vez que eu falo sobre um Single, e vai ser sobre Paperback Writer/ Rain é um Single dos Beatles, e o último a ser executado ao vivo, e foi lançado em 1966. O lado A é uma composição de McCartney, Paperback Writer, que traduzindo literalmente seria algo como "escritor de jornal". Uma curiosidade sobre essa faixa é o fato que desde 1962 você OUVE O BAIXO de McCartney em uma música dos Beatles. O lado B é uma música composta e cantada por Lennon, Rain (ou chuva se você preferir). Rain fala basicamente sobre a chuva na Inglaterra e as pessoas frescas que cobriam as cabeças e saiam correndo por causa da chuva. Uma curiosidade sobre essa faixa é o final, que é tocado ao contrário. Lennon estava ouvindo fitas da música e sem querer tocou-a ao contrário, e amou o resultado. Meu Single favorito.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

One, Two, Three, Four (tosse), One, Two, Three, Four....


     One, Two, Three, Four (tosse), One, Two, Three, Four.... E assim começa Revolver, álbum de 1966 dos Beatles, e seu sétimo álbum de estúdio. Esse álbum revolucionário e repleto de clássicos está no top 10 da lista 500 Greatest albums of all time da revista americana Rolling Stone. Essas são as faixas do Revolver:
Taxman - George Harrison
Eleanor Rigby - Paul McCartney
I'm Only Sleeping - John Lennon
Love You To - George Harrison
Here, There and Everywhere - Paul McCartney
Yellow Submarine - Ringo Starr
She Said She Said - John Lennon
Good Day Sunshine - Paul McCartney
And Your Bird Can Sing - John Lennon
For no One - Paul McCartney
Doctor Robert - John Lennon
I Want to Tell You - George Harrison
Got to get you into my life - Paul McCartney
Tomorrow never Knows - John Lennon
Curiosidades:
   Várias das músicas falam sobre drogas, e são elas I'm Only Sleeping, She Said She Said, Doctor Robert, e Tomorrow Never Knows
  Esse é o álbum com mais contribuições de George Harrison como compositor e cantor
  A partir desse ábum os Beatles não faziam mais apresentações, e se dedicavam 100% à produção dos discos

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Primeiramente bom-dia!

  Eu estou em casa entediado nessa segunda-feira, 18 de agosto de 2014, então decidi começar um blog. Eu já havia criado dois blogs, já a dois anos, mas eu fui ver hoje mais cedo, e percebi como eu era idiota. Então aqui estou eu de novo, criando outro blog. Como não tenho sobre oque escrever e tenho preguiça de pensar, vou deixar para vocês a imagem de uma vaca muito famosa no mundo da música.